sexta-feira, 10 de junho de 2011

NA ALMA DO (E)VENTO

NAALMA DO (E)VENTO
 
Foi a EB1,2,3 Augusto Moreno
quem nesta Bragança acolheu
nosso encontro de vida pleno
onde boa formação aconteceu

Do evento aqui se vive poesia
procurando juntar-lhe história
ao deixar viver com a fantasia
esta alquimia feita à memória

Onde se tece o que acontece
ainda está bem vivo o evento
causa que num efeito aparece

Linha num papagaio de papel
lançado para todo firmamento
fazendo asas com minha pele?

(a imaginação em altos voos
aqui tropeça em minhas loas!)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

VOLÚPIA & VOLÚPIA

NOSSA VOLÚPIA

todos os dias
há uma palavra
para descobrir

desnudá-la
com arte

é nossa volúpia
Assim

SIM… VOLÚPIA

quero ser eu
palavra tua
toda nua

até ficarmos
sem palavras

sinto a volúpia
Mim

Nota: 27,5… versos aos 55 anos

quarta-feira, 8 de junho de 2011

VERSÁRIO

VERSÁRIO

anima a acção com o
que te acontece,
hoje o dia anima
com mais um ani-
versário

onze vezes cinco
anos vividos
em continuo nascer
todos os dias
pares e impares

até no dia corrente
ao passear
na rua à noite
vendo o D per-
feito dum crescente

comecei a pensar
escrever deste
modo o poema
incluindo a Lua
naquele momento

mesmo terminando
já não mudo
o que assim acaba
ficando
neste aniversário

versando
o tempo todo pela
meta(de)…

terça-feira, 7 de junho de 2011

POR UM POUCO

Hoje o arre vertical, como um sinal: A exclamação! Algo ideal, uma ideia.
Feita a frase, passo para um texto com duas frases, pelo menos.
Não me fico pelo menos, mas apenas... por um pouco.

domingo, 5 de junho de 2011

RISO E RISCO

RISO E RISCO

eu gostaria de me culpar de ser quem sou
passando a ser queixinhas
coisa que não
sou

também é isso mas não é só isso
em meus versos me explico e comunico
ou imagino fazer algo
parecido a isso?

já desqueixei das palavras
soltando-as dos queixos virtuais
com a virtude da escrita ainda virgem
esperando atingir (o) orgasmo

coisa que não chega ao fim
começando para lá dos versos antes
deles e depois de aí chegar
(é) um riso e um risco

sábado, 4 de junho de 2011

SIMBIOSE

SIMBIOSE

quando canto o Universo desperta

começando o dia desde uma luz remota
onde as ondas chegam tocando a maré-cheia

desta ideia peço que guardes apenas

um verso solto como um remo caído à água

a mensagem do pássaro que solta um trinado

(oiço na margem, enquanto vou na corrente)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A DO REI

no cair da tarde...
Lendo tuas letras e ouvindo a música eu quero ser as lágrimas que caem dos olhos onde o poema se escreve do que nele é dado a sentir, a_do_rei! Porque a arte se faz do que sentimos quando contemplamos as obras, hoje minha obra vai ser dar a ler tua obra aqui. Beijos.

À conversa na escrita

Ainda palavras para agradecer à BB, podem ler-nos seguindo ligação.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

terça-feira, 31 de maio de 2011

O ÚLTIMO VERSO

O ÚLTIMO VERSO

I
acompanhando o ritmo
a palavra toma o atalho da escrita
perdendo-se no deserto

mergulha os pés na areia
e profiro: - a palavra sou eu!

entrego-me à Poesia pela poesia!

II
escrevo como se fosse
partindo à procura do mestre
procurando substituir-me

deixo-me ficar em lótus
enquanto flutuo

visito a vida onde aqui a vivo

III
viajo em aporias
por viagens apofânticas
desenho fantasias

nunca desdenhar
importância do desenho

eis como surge “o último verso”

segunda-feira, 30 de maio de 2011

ALIMENTO A ODISSEIA

ALIMENTO A ODISSEIA

I
estou frente às mãos que escrevem
as palavras que me escrevem
e escrevo-as eu a elas

acendem-se como velas
abrindo seu pano ao vento

um verso trás às mãos o alimento

II
verso desliza como casco nas águas

vazio de dor ou de mágoas
meus versos são telas

escrevo o finito
fazendo uma parelha com o infinito
guardando coisas belas

III
meus pincéis são remos
mergulhando na transparência

descubro a minha odisseia
entre seus extremos

conjugam os meios das ideias
tendo por ciência os sentimentos

domingo, 29 de maio de 2011

(A) PALAVRA-CHAVE

segunda-feira, 30 de maio de 2011


(A) PALAVRA-CHAVE

O 1º Testamento estava destinado a ser o último, mas não havia último como o primeiro. O testamento devia continuar, sempre como se estivesse a começar. Começava assim, sempre como se estivesse a acabar. No durante, durando a duração, “a palavra-chave” era o SE da questão: saber o que se sabe, do que não se sabe o que seja mais do que ser, o que se deseja?
Deste modo começo, deixo uma saudação a quem me venha (a) ler. Começo por criar a palavra chave: (o) artigo definido escondido, porta aberta de ou para (um) espanto (ele) mesmo espantoso como a ventosa dum tentáculo de octópode.
O numero chave daria oito voltas à fechadura ac(c)ionando a cada volta um novo avanço da lingueta da fechadura da porta no umbral na parede onde se iria introduzindo mais profundamente, a cada volta.
A a(c)cão cada vez mais visível, visivelmente alterou o curso das coisas, ao tornar-se + real! Era como se uma palavra pudesse desejar, porque não poderia… se ficasse viva?

Nota: “Deste modo começo/ deixo saudação a/ quem venha/ ler” pois, repetindo a ideia, dando-lhe uma f®ase outra, mostro onde encontro o momento onde pensei criar o texto que publico aqui.

Cada pessoa deveria poder ter um deus, não à sua imagem e semelhança, se tivesse uma ideia melhor. Julgo não ter uma ideia melhor, deixando que o meu deus seja cada leitor e cada leitura será, segundo esta escritura: 1º Testamento – no último momento – nunca o derradeiro se for verdadeira a esperança sempre viva, da vida ser a flor da Poesia a rebentar de novo em cada poema; falta um exemplo, por exemplo:

VICE-VERSA

digo o que escrevo
até escrever - silêncio
onde inscrevo a música
ao compasso da quietude
onde abandono meu corpo
sonho que espera o sono ou…

sábado, 28 de maio de 2011

RAZÃO APARENTE & APARENTE RAZÃO

RAZÃO APARENTE

gosto dos poemas que me surpreendem
a pensar em ti desta forma desprevenida
onde a forma se transforma e transporta
sem causa ou razão aparente a aparecer

até se formar a primeira quadra e sentir
como é impossível parar só para escrever
Assim

APARENTE RAZÃO

sim, não pares, aparece como um verso
a procurar o seguinte juntando seguintes

todos juntam como marionetes seguras
pelos teus dedos a juntar com os meus
os fios de personagens animados dedos
a tocar nas teclas onde mexem palavras
Mim

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A MEDIDA DOS SENTIDOS

Achei que a tua história podia continuar onde eu começasse a comentar, mas achei melhor escrever antes de ler. A ideia parecia irracional, ao mesmo tempo que bastante razoável. Não, não iria escrever muito. Desdizendo-me, estava já com saudades de voltar a ler o que escreveste. Essa veste de palavras onde a tua fala se solta, livre como um corpo que não se sente preso em suas vestes, antes protegido e agasalhado no afago dum tecido, tecido com leveza e agrado para o olhar, como se feito houvesse sido para todos os sentidos.

Finalmente li a história, a minha “história” não faz sentido como comentário. Como história, pode ser uma história sem sentido, não perde o sentido por isso. Vou-a fazer como um voo ao encontro dos sentidos, nessa medida (a medida dos sentidos) ela faz todo o sentido.

Parabéns pelas imagens, pela forte ligação – às (a + as ~ as_as…) mesmas – com as quais são mostradas.


(lábios, a boca)

a valer
por mil,
palavras

guardando
a língua

(a) poesia
Assim

Beijos do nu coração no pulsar das estrelas, a sua Luz!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

1º TESTAMENTO

Sentia ter a idade dos seus sonhos, acabara de nascer naquele momento, como se dele fosse uma ideia como esta frase escrita da expressão dos olhos duma personagem feminina como a Virgem Maria no momento de ser fecundada por Deus, segundo/seguindo as escrituras? As escrituras levar-me-iam aos Testamentos, ora, desse modo começa e acaba de_pressa... como ideia peregrina em direcção ao Céu.
Tão completo e conclusivo, um parágrafo parou junto dum semáforo. Logo o vermelho se fez verde e está chegando ao laranja, onde apanho a cor como um fruto deste 1º Testamento.

terça-feira, 24 de maio de 2011

SABOREAR A POESIA

SABOREAR A POESIA

eu só sei que nada sei
o mesmo nada com que sei
saber tudo que sei

até nada saber
sabendo esse nada

como se saboreia a poesia!
PoetaR


A RELEITURA

Escrevo por que me divirto a escrever, fazendo-o de diferentes modos, em diferentes momentos. Gosto de ler o que escrevi:
«
[Os romanos não inventaram o 0, esse é um dos motivos para a sua numeração ter ficado ultrapassada...
Em cinco anos (2005, 2006, 2007, 2008, 2009) passaram-se mais de 4 anos, até hoje retomar:
«À conversa na escrita»
»
Esta é uma nota, seguindo a ligação, encontramos uma sequência estranha e atraente, acaba de me atrair, sigo-a:
«
187

A magia do teu nome/leva a imaginação a navegar/até onde o tempo encontra/um lugar bom para sonhar!
X

http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32842#32842
»
Seguindo a nova ligação não sigo a série, encontro:
«
X
FORMA INDISCRETA


Vou passar do caderno CORRESPONDÊNCIA SECRETA, publico de forma indiscreta.

Amor,
A magia do teu nome
leva a imaginação a navegar
até onde o tempo encontra
um lugar bom para sonhar!
Mim, te quero sempre
e muito
Assim

Amor,
Venho dos braços de Morfeu
para acordar para ti/você!
Queria ser a Poesia eu
para me dar a quem me lê!
Assim, te quero muito
e sempre
Mim
»
Nesta altura paro a leitura, sem saber o que ela procura, lançada que está em várias pistas, abre vários caminhos. Procuro um, volto atrás:
«
188

O que é que agora pretendo, pretendia e quero pretender? Reler o que escrevi, fazer um 69 com o “69” feito.
»
Descubro aquilo de que ainda me lembro, a releitura.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

SER E SENTIR

SER E SENTIR

faz da poesia isto
uma coisa capaz
de acontecer

com naturalidade
ela ai acontece

onde se deixa seR
R

Rastro dum astro eu astro, assino-me Assim, aprendiz de Mim? Personagem outro eu um outro e assim, Assim Mesmo, o mesmo. Até que ponto as palavras nos convencem, deixamo-nos vencer por elas, são substituíveis, como conhecer ou detectar a autenticidade esquecendo como uma pergunta termina... numa afirmação?
As palavras moldam-nos quando as tentamos... moldaR

Dei por mim a imaginar-me personagem, aprendiz duma personagem, personagem dum heterónimo. Como esta explicação me parece um pouco caótica, evitemos o caos. Sem uma receita óbvia, misturemos pós de perlim-pim-pim, numa só palavra: Assim.
Começa a sair fumo da garrafa? Pinga, é cachaça!
Não me pergunto o que quer dizer o que escrevi, escrevi.
R

sábado, 21 de maio de 2011

A CÉU ABERTO

A CÉU ABERTO

gosto de escrever sem interrupção um romance
sem me preocupar com o facto
de o mesmo
se poder
tornar infinito e ficar inacabado
mesmo depois de o dar por terminado

o mesmo acontece quando escrevo um poema
no imenso romance dum namoro
onde moro emerso
até imergir
na urgência de versos
onde partilho o tempo da leitura

quando o tempo se esgota
gosto de deixar o gosto como esgoto
para o mesmo procurando escrever “a céu aberto”



Hoje, antes de me ir deitar, ainda o dia de ontem não se dava por acabado, li. Responder, deixei para hoje. Convicto de que responder seja, agradecer.
Tenho seguido o que escreves, ultimamente movida pela música, inspiras e escreves. Penso ser o que aqui vim encontrar, leste «inspiras e escreves.»
Inspirar… respirar uma lufada de ar cheia de energia! Ser capaz disso, é uma inspiração.
Ontem escrevi um poema, não publiquei. Não o queria publicar sem responder a este sentir: «uma inspiração.»
Vou agora publicar, depois de agradecer.
O que penso ir fazer?
Agora tenho um blog, lá publicarei. Também publicarei em “Sobrepoesia(s)”, agradecendo e acompanhando tua/sua presença. Beijos.


EU EM MIM

onde nos encontramos
estando onde estiver
em qualquer lugar

somos poesia
sendo este o poema

descobrir “eu em mim”
Assim

MIM EU TU(A)

(um)a lua lugar ao sol
na órbita parada
do instante

à noite ou dia
saudando

sou dando saudade!...
Mim

Michael Jackson – BEN
http://youtu.be/cwAmpn8ISV0

quinta-feira, 19 de maio de 2011

NOVO

(três de três)

NOVO CAMINHO (1)

o tempo
criou um ritmo
mesmo antes de começar

acabou
por se tornar
pó de um novo caminho

DEVIR (2)

a perfeição
engelha as linhas
do rosto: cria-as

para rir
com o seu verso
(o próprio) devir

PELA LUA (3)

o meu poema
cresça idealizado
sem forma
andando pelos versos
das palavras
feitos de silêncio
prontos para ser
sonhados luares
de dias iluminados
Assim

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O SILÊNCIO & A MÚSICA

SEGREDO O SILÊNCIO

o que acontece
apetece dizer único
como um acento tónico

depois do tónico
o eco engolido

caminha com o segredo
Assim

SEGREDO A MÚSICA

teus ecos em meu ser
são meu ser tocado
como por vinho

só há a música
para dizer

o soletrado se-gre-do
Mim