domingo, 21 de agosto de 2011

A VIDA (.&.) A VIDA

21.08.11    Domingo

naquele dia,
àquela hora, neste
momento

onde nada mais
interessa

toda a vida verso
Assim

A VIDA VERSO
VERSO A VIDA

sem esperança,
nem espera, espero
por nós

onde mais nada
interessa

verso a vida toda
Mim

Pensa que há um momento em que não podes andar nem para a frente nem para trás, és do momento, mesmo sabendo que ele vive para morrer. Deve, é assim, deve ser assim.
MOMENTO

sábado, 20 de agosto de 2011

EMOÇÃO VITAL

EMOÇÃO VITAL

a escrita olha-me
com os olhos
vemo-nos

porém no porão
vê coração

essa emoção vital
Assim

Poema de agora (d’a Hora, do Assim), deixado junto com comentários recebidos aqui:

de NAMORO & MORENA, Assim & Mim

MORENA

dou-te do sol calor
deixado na pele
para o amor

meus beijos
eu vivo

fazendo-os a língua
Mim

Resposta da Mim ao Assim, aqui:
http://diariodedetrasii.blogspot.com/2011/08/namoro.html

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

DATA-VALOR

DATA-VALOR

Acabo de publicar, com data-valor, os dias anteriores ao de hoje. Num desses dias pensei fazer, desde o princípio do mês, a recuperação de todos os dias. Hoje escrevo este belo texto! :))

PRINCÍPIO

escrevo um verso
como quem chega agora
para meter conversa

o dia começou
vai ainda no começo

o fim: recomeçar sempre
Assim

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

OI

OI

ou lá, ou cá, oca, ouça,
escute e olhe, veja,
sinta, percorra

os sons até entrar
nas palavras

saindo delas, ou não…
R

RUÍDO DE FUNDO

Ra_di_ante por voltar a experimentar um assimetro, assim este, junto ao próximo passado.
R, deve ter escrito para ele, não dá nada a perceber, entendesse o que ficou escrito sem se perceber o que foi dito. Terá sido?
R

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

LUA NOVA


LUA NOVA

1
a Poesia
visito-a  como este lugar
onde o canto se desenha em letras
no momento encantado em que é cantado
dado a cantar

2
como se pode contar
a quem contar com isso para
parar na continuidade onde se dá
continuidade à música

3
fazendo uma contagem
decrescente até chegar a Lua Nova
onde o circulo vazio brilha

4
mostrando no seu interior
o significado

5
uma mão cheia de significados

sábado, 13 de agosto de 2011

OS QUATRO ELEMENTOS

Hoje volto um pouco atrás, aqui… COIMBRA. Isto por me ter sido enviada a ligação, indicando a presença de Coimbra, assinalada no mapa. É um projecto a, quem quiser, participar e partilhar! A_braços!!

Há sempre novos desafios, fios que se cruzam, linhas em prosa ou verso.


FOGO

incendeie a matéria volátil
do gás dum pensamento
dando-lhe em palavras
o alimento dos versos

TERRA

semeie esse fogo Poesia
deixando aceso momento
onde a matéria é plena
cheia de leitura e de canto

ÁGUA

deixe cair das nuvens
as ideias correndo simples
numa cortina de água
caindo por todos os lados

AR

o vento sopre e leve
nuvens e chuva, trazendo
uma outra luz, a preencher
o céu e a terra, acesa poesia!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

DESABOTOAÇÃO

Ontem publiquei um poema meio, meio...
Hoje vou-me esforçar um pouco mais, vou desenvolver a ideia de "meio, meio..."

DESABOTOAÇÃO

Para que serve a certeza?
Na incerteza vivemos
Os casos, as situações,
Todos os acontecimentos.
São para sermos felizes neles:
A poesia como acontecimento!

Ah, talvez seja postiça
A minha alegria
Sem forro, é uma camisa
Solta e desabotoada...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

FACTO

estava de facto de fato
não tinha de mudar
o seu facto, de facto
continuaria a ter fato
usando a palavra facto

da série EPISTEMOLOGIAS

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

PENEDO DA SAUDADE + Ú~?

PENEDO
DA SAUDADE

quando morrer
deixem ficar
esta memória
exposta assente
sobre a pedra
de penedo bom
para vos saudar
em versos livre

dos versos livre
serei só Poesia!

Francisco Coimbra

“obituário poético” + “utilitário poético”: Útil...?* 

http://diariodedetrasii.blogspot.com/2011/08/coimbra.html

Ú~?

aqui aprendi o amor
desde o so-le-trar
onde era bem maior
querer que saber

até poder descobrir
que nada opinar
não deixa mentir
nem esvazia caber

ainda no útero
já sonhava sonhar? 


*
«Beleza é algo de que não podemos duvidar, pois ela não existe se não for criada. Sendo criada, temos da servir. É um sentimento amoroso por tudo, por nada, entranhado na estranheza; beleza é poesia, essência de toda a Arte: ciência, sabedoria e transcendência, da sensibilidade - medida em emoção. Interagir é a boa razão, aquela que estabelece as moções que podem ser postas em discussão para dar boas conversas.»
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=38943#38943

terça-feira, 9 de agosto de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

NESTES DIAS

«
Segunda-feira, 8 de Agosto às 21H30
SEM COMPANHIA de JOÃO TRABULO (2010)

Julgados e condenados por vários crimes, Ernesto e Gaspar estão detidos numa prisão de alta segurança no norte de Portugal. SEM COMPANHIA é um filme sobre a juventude perdida de Ernesto e Gaspar e a longa caminhada que os espera quando saírem da prisão. João Trabulo trabalha sobre a fronteira entre o documentário e a ficção, partindo da realidade longamente observada no interior da prisão (a rodagem durou 13 meses) para construir a história do filme com a participação activa dos dois protagonistas e de outros presos, encenando por vezes alguns aspectos da suas próprias experiências em tempo de reclusão. As rotinas na prisão, as conversas entre estes homens e as consequências da lenta passagem do tempo sobre eles. 

“O desafio foi filmar o incorpóreo e o movimento selvagem destes homens face à sociedade, guiados apenas pela imaginação e pela utopia” (João Trabulo).
»

Com base nesta informação, começo a fazer o meu filme antes do filme. Primeiro decido ir ao cinema ver “SEM COMPANHIA”, depois… logo se verá. Tendo por tema um filme, o que o autor diz da obra, o que s_obra?
O sabor da escrita, filmar o momento, desde dentro, realizando o poema. Por aqui… questiono-me sobre o que é diferente na Poesia, a linguagem própria da língua dispondo-se ao verso:

NESTES DIAS

quando fui preso
sabia que tinha morto,
se me desculpava
não esperara o mesmo
de quem lesse da Lei

quando vim de cana
comecei a ler Poesia,
pois podia ler e ficar
a pensar sem pensar

o tempo passa,
todos os dias voltam
na volta do continuar

agora faço poesia,
sentindo os versos

volto a eles nestes dias

“POEMAS DO CÁRCERE”... de quem nunca foi preso mas imagina, com facilidade, a nostalgia da Liberdade!

domingo, 7 de agosto de 2011

COIMBRA

No meu nome mora esta terra onde nasci, a ela volto sempre, com ela sempre ando. Tirá-la do pensamento mostra a linguagem no seu melhor, enorme viagem! Tirar como quem esquece, nunca. Sigo ideia de topografia própria, onde a cidade ainda não banha margens do Mondego, nem se avista do Pátio da Universidade com a enorme varanda mostrando-a a toda a volta… caminho na Baixa, peão na zona pedonal do centro, mergulho no Jardim Botânico, com autorização para entrar na zona vedada ao público, desço na mata e depois volto e passo pelos Arcos do Jardim, acabo este texto sentado numa das esplanadas da Praça da República. Viva a Académica e a academia, o espírito inconformado da juventude, volta à poesia onde se procura pRosa! Sobre este local (só "in loco" ou em qualquer parte, a imaginação se faz pArte) é o que gostaria de dizer.

sábado, 6 de agosto de 2011

RIMAS

RIMAS

a deriva é feita
no sentido da corrente
tendo em verso
a ondulação

modula o canto
dando à voz exactidão
ritmada a cor

sei quase de cor
como é a sensação

aprendo no ritmo rimas

Depois de Assim escrever:

CORTE E RECORTE

trabalhando as imagens
no corte e recorte
dos versos

até desentranhar
sua beleza

não se estranha espanto
Assim

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

PONTA DELGADA

Fazer clique no pino sobre o Atlântico, Açores.
http://maps.google.com.br/maps/ms?msid=213942505915651054509.0004a9649bcdc489fe20d&msa=0&ll=63.312683,-38.320312&spn=47.577072,158.027344

O mar nasce aqui, ao pé da rocha e dos tetraedros de betão. A pedra partida amontoada, as formas geométricas duma humana construção. O mar na sua canção infinda, não deixa de provocar minha atenção.
A cidade cresce em frente, aos lados, em volta, envolve-me e nela me abraço e afundo. No fundo crio a envolvência que me envolve, dando-lhe estas palavras.
De Ponta Delgada, vejo uma ponta delgada, o cais do porto, do outro lado da marina. Marinam as águas em leves ondulações que se transmitem mais visíveis às embarcações mais pequenas, atracadas nos cais flutuantes.
A luz da noite… será logo à noite, quando imaginar estar, ainda a escrever este texto, da cidade que me abraça e abraço!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

UM IGNORANTE FELIZ DIZ…

felicidade tem coisas que só sabe
quem dela não é um ignorante
é a sede que mata quem a bebe
fazendo seu um verso delirante

na lira toco o som da felicidade
para ela compondo uma letra
feita para ter toda a verdade
no sentir de quem a interpreta

sentindo-se leve e mais fresco
um poeta que tudo experimenta
tendo no fim da letra arabesco

é o silêncio em hora de festa
onde a criança alegre alimenta
tudo que do prazer se manifesta

Poema agendado para as 00:00h do inicio do dia que se segue, no POEMA DIA!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

DESCOBRIDOR

À hora que começo a escrever, a hora já é de amanhã, vou passar o dia de ontem. Estou a começar algo de novo, algo novo? Sim, Não, ou quem dera… Quem dera! O convencimento, a intenção não é tudo. Tem porém um porém, com um grande porão onde cabe toda a ilusão do mundo. Com ela, com a ilusão, os mágicos conseguem fazer desaparecer os maiores aviões. Como explicação o reflexo dos espelhos, tapando o espelho, a imagem desaparece. Quanto ao objecto, esse nunca terá estado visível, apenas como imagem.
O dia de ontem aterra como um navio de grande porte, saído do estaleiro naval da construção mental, uma nave alienígena dos Descobridores chegando fora do tempo! Sou um português de quinhentos…


BACIO

sento a palavra no vazio,
ponho-a no bacio,
desespero

sem desespero,
espero,

até a palavra fazer o bacio
Assim