domingo, 25 de setembro de 2011

À CATA TUA


À CATA TUA

Este título é o que sobra dum sonho sobre o que sonhei, um sonho acabado de ter. Um texto escrito e, quando está pronto, acordo, pronto… acabou, desapareceu, evapora-se, sublima-se! Passa de sólido a gasoso, num ápice, desaparece!
Des_aparece….
Vamos ver agora o que dá, tentar escrever um novo texto!
Cá estou eu, provavelmente com alguma remela ao canto do olho…. Ouvindo no ouvido interno “uma lágrima no canto do olho” e pensando “Estava a ver tudo no escuro, acendi a luz, tudo se evaporou!” Puff!!
Fica, como do sonho que se foi, o dia de ontem que também se foi. Há contudo coisas que ficam, como Ouroana, como tu…
À cata tua é ir à procura do que foi escrito, do que foi lido, de quem leu. Sou tu e eu, somos nós. Os nós que atam quem lê à leitura, quem escreve à realidade. Como isto se faça, é como se,  a escrita, representa a realidade. A primeira representação é a escrita, vai para além da realidade. Como pode ficar dado o exemplo se, para mim, é a escrita, SE é a ideia da escrita SE/se é um poema, uma das minhas poesias mais antigas. Se_guramente… aquela que lembro melhor de memória :)))
Ontem… hoje  de madrugada, antes mesmo de madrugar o Sol, ao deitar, vim visitar emails, passar os olhos, passear a vista, desligar e ir ler, uma, duas páginas, meia dúzia, aquelas que consigo, antes de adormecer. É aqui que hei-de falar de Ouroana, não esqueço cá voltar.
Antes de deitar, aqui mesmo, coisa que nem sempre faço, escrevi um versos, deixei um poema. Em relação ao poema, neste momento, é como o texto escrito em sonhos, depois de escrito, acordei e o texto desapareceu. Aqui é o contrário, escrevi, esqueci, só o texto existe.

DO CABO AO RABO

porque na verdade o que acontece é isto mesmo
sempre a favor da poesia se, a seguindo,
voamos a favor do vento e é este e não outro
o sentimento do fazer poético (planar)

curioso como dizendo isto não digo aquilo
dizendo aquilo e isto acabarem por distinguir-
-se já que a realidade se mistura na ficção
da ficção existir quando, na realidade,
só o quando – existe, depende(n)do tempo

neste momento alargo a área de influência
do sensível tirando as medidas para os versos
modelarem na sua paródia a prosódia
onde deixo incluir o incutir desta acutilância

indo do cabo (na ponta) ao rabo (noutra ponta)

É um daqueles poemas (nem sequer ainda reli, past & copy) que, geralmente, nem publico. Se  nem eu o sei ler na sua plenitude, para quê dá-lo a ler. Porque tem força, porque possui “beleza”? A beleza é a abóbora que vira carruagem no conto infantil da Cindarela, ela é muito bela, puchada…. Puff!
Vamos lá ver se consigo deslizar na maionese, escrevendo a minha viagem em leituras cibernéticas, aqui no ecrã, ontem à noite:
uma primeira, leve-nos a nós que fizermos “clik” a seguir um longo trailler à imaginação dum cineasta, é uma leitura longa que fiz de forma bastante competente usando a diagonal;
uma segunda leitura leva a um texto dum humor que é sempre um amor, tenham mais um “clik” e irá aparecer…
uma última e és tu, tatua, e cá estou eu, a pedir, mais um “clik”!
Viagem ao mundo dos cliks ou de como, mais fácil que contar, é contar mostrando, andando…
«
bbrian,
Faz clik no "um", quanto aos comentários de "anónimo", são de alguém anónimo que desconheço quem seja. É como é, surpreendemo-nos ou não nos deixamos surpreender.
Ser surpreendente é, agora estou como você, entender? Fico à espera, a surpresa poderá se estender?
Vamos voltar à nossa conversa, depois do que hoje publiquei, segue o "clik". Para lá irei, depois de por aqui ter passado.
Beijos do coração!
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/
De volta...
Segui o "um", não é "anónimo", é "Anónimo"!
Já sei mais, mesmo continuando a saber o mesmo :))
?showComment=1316873115113#c502014876494895362
/
bbrian,
Ficou 2-2, um empate. Mas, vi só até começar a segunda parte. O resultado estava em 2-1, só hoje de madrugada soube o resultado final. Durante o resto do encontro, ganhou a companhia e a comida. Quanto ao Futebol, dar vivas também é o meu desporto. Viva o desporto, tuas "cortadss de profissional"!!!
Beijos desportivos :))
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/
Cá voltamos ao "Suxesso"!
bbrian,
Fico aguardando seu "clik", vamos continuar a falar de Ouroana?
Bom fim-de-semana!
Beijos do coração!
?showComment=1316874041243#c7072576778157746424
/
bbrian,
Que ideia!?
De modo nenhum.
Bjs
/
Ainda bem leio teus comentários ainda antes de ir, vou já tratar do "clik"

/
"clik" tratado, já respondi à questão do anónimo/a, não é você, pode continuar a ser quem quiser. Se não quiser ir além, deixa-nos sem sabermos quem seja, o que deseja, Deus lhe proteja!?...
bbrian,
Vou apanhar Sol, beijos do coração!
(…)
/
DO CABO AO RABO
(…) …
»
Como fica escrito, o que fica escrito, às vezes nem é lido. Ontem quis escrever à pressa e publiquei, tornei público, dialoguei, com alguém que fez comentários como anónima (julgo seja uma ela). Nada a comentar dos comentários, são de alguém que riu ao escrevê-los, mesmo se para quem os ler possam não ter qualquer piada, mas é a piada da graça, ela vive em “estado de graça”! Tem graça no momento, não sou eu que discuto com ninguém os seus momentos. No caso, até admito ser uma pessoa amiga; foi assim e foi-se…
Tatua, minha amiga, amigos sempre! Nem por um momento me ocorreu fosses tu o/a Anónimo. Até porque, se fosses, para mim ser-me-ia completamente indiferente. Nem me parece que ontem, hoje ou amanhã esteja verdadeiramente interessado em saber quem foi, quem é, quem será?...
Beijos do coração!
Agora vejo, ainda dormi pouco, vou ver se dou cama à remela e a adormeço de novo. Só vou procurar e acrescentar cliks, provavelmente, depois de leres e comentares. O que pode ser…

sábado, 24 de setembro de 2011

OUROANA DOS CABELOS DE OURO

Sou um cubista circular, vou explicar. Cubista pela necessidade de perspectivar uma vertente conceptual, onde a arte não é parte, antes (futurista!) será uma procura da totalidade. Circular como um palhaço que monta o seu circo, gozando com o simples faccto de poder acrescentar letras às palavras e todo o contrário.
Fazer deste circo um lar, é circular cubista dum cubismo da esfera que não será um esferismo, nem um circulismo. Um circuito onde, sim senhor ou sim senhora, o Senhor ilumine o caminho de quem precisar D’ele e se faça caminhando lendo/escrevendo como está… v_end_o!
Tudo é mostrado, o artista vendado sobRe o arame, f_ala:
‒ Hoje trago para o meu espectáculo
OUROANA DOS CABELOS DE OURO
(três cantos/contos)
R

A PASSAR O ESTAR

Ouroana chegou à cidade montada num burro, num tempo em que burros e cavalos ainda eram comum modo de transporte. Sendo possível em poucas palavras dar conta deste começo da acção, fica difícil dizer donde vem, para onde pode ir? Antes de poder ir, tem de passar o estar, é aqui que se colocam  todos os problemas que se nos colocam.
Como este é um conto sem a ambição de ter uma história maior que um enunciado onde nos entretemos a ler o que possamos ser levados a pensar pela sua leitura, Ouroana recebeu o seu nome da sua cabeleira cor de ouro e viaja em zona de meridionais onde a sua cor de cabelo e a sua pele branca se demarcam da cor morena dos homens, mulheres e crianças da região.
Ouroana pode procurar uma casa de hóspedes, estalagem ou albergue onde pessoas de passagem são paisagem rotineira. Saberá falar a língua, terá dinheiro para pagar a sua alimentação e estadia. Como evitar ser abordada pelos homens? Essa seria uma fórmula feita da forma distante como se comporta, para já vai resultar. Não tarda irá deitar-se, ninguém a irá acompanhar.

A PASTAR O CAVALO

Ouroana não pode ficar muito tempo, isso ela sabe por experiência própria. Caso contrário será importunada, coisa que procura evitar. Já aconteceu: ao sair da cidade no seu burro, dá-se conta de ser seguida. Trata-se dum homem apenas, aparentemente não procura apanhá-la, segue-a. Parou longe, em sítio nenhum, saltou do cavalo; este capina nas ervas da berma da estrada. O cavaleiro parece procurar algo nos alforges, está por ali, ao sol.
Como este é outro conto sem ambição de dizer seja o que for de forma mais informada do que estar de forma informal a informar do que sabe da história quem a vai inventando, Ouroana bebeu duma fonte e senta-se à sombra olhando para o cavaleiro desmontado que foi enrolando um cigarro que acendeu usando uma pederneira. Um desses isqueiros onde o combustível é apenas uma mecha facilmente incendiável, acesa por ação das faíscas duma pedra friccionada lançando chispas.
Ouroana viu como num único gesto acendeu a mecha, soprou para ela ficar em brasa, depois acendeu um cigarro. Olha para ela a uma distancia suficientemente grande para não poder ver onde param os seus olhos, mesmo se é sobre ela que julga incidir a sua atenção. Pode ser sobre a fonte? Estar à espera que ela deixe de estar junto à água, para de seguida vir refrescar-se. Essa seria uma delicadeza que não faz grande sentido, não há como saber de momento.

IMAGENS PRÓXIMAS

Ouroana só irá parar quando encontrar junto à estrada uma casa de pasto, onde possa ela pastar a pasta da casa. Gosta de massa e está numa região onde ela é famosa, faz um bom tempo que ouve música. Foi fazendo o seu burro retardar a marcha, parece que o cavaleiro que a segue fez o mesmo ao seu cavalo pois não se aproxima. Parece isso sim ser trovador e não haver qualquer dúvida sobre estar a segui-la, quando se deixa seguir e vai meditabunda sentada sobre uma albarda com as duas pernas viradas para a berma da estrada, mais sobre a direita do caminho seguido.
Este conto vai acabar aqui, à hora de mais uma refeição e já no dia seguinte àquele onde a história teve inicio. Mesmo se os dias se podem confundir, um ontem que estava de sol com um hoje igualmente ensolarado. Tanto que Ouroana pôs um lenço garrido a cobrir o cabelo, sem conseguir cobrir a farta e longa cabeleira ainda visível onde não è coberta pelo tecido avermelhado, muito leve parece ser, debruado com uma faixa verde. Larga, pois tem franjas feitas no que parecem ser pequenos encordoados.
Ouroana vai imaginado ser seguida por um trovador a compor uma letra para ela, sem da mesma a sua voz ainda ter deitado mão. Tenho na minha esta história, penso eu na altura em que decidi ir abrir mão dela. Acaba onde o leitor(a) a poderá continuar, compondo na sua imaginação a letra que mereceria haver, para a música imaginada dos sons dum bandolim que talvez seja mais uma viola, cheia de doces sons macios com seu som vibrando no ar - a sofrer o efeito do ar quente - onde a luz parece mover-se criando imagens próximas duma miragem.

Quem quiser saber mais, faça clik!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ANTES E DEPOIS

DEPOIS E ANTES

Faltava-me passar por esta prova, finalmente "um grande poetista" com direito a quatro comentários anónimos num único texto "pur a_caso... " em prosa.
É bom que se perceba que não se deve perceber se estou a brincar, estou sempre a brincar, isto é a sério!
Tenho de introduzir uma hiper-ligação, isso fica para depois. Quem vier depois, apanha o depois e este antes, neste "antes e depois". Pois, fui!
É mesmo para ser rápido, grato pelos comentários! A_braços!!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A JOGADA

A JOGADA

Eu era poeta, até hoje pôr uma outra hipótese, começando a escrever este texto. Trata-se dum conto terapêutico, onde o “eu” vai de férias e volta estrangeiro do estrangeiro. Nesta altura encontra um eu residente, o qual lhe pergunta:
Então como foi a viajem?
‒ Sobre rodas! Rodei imenso…
‒ Até voltar ao ponto de partida?
Quando ia voltar a responder, dei conta, se o fizesse estaria a entrar numa conversa estranha com um estranho. Numa língua que me travou, pois nem sabia o que estava a pensar. Ia-me confrontar, comigo outro? Sentia uma vontade, de ser irónico, quase frenética. Como se tivesse uma perna a tremer, começava no sexo e jogava nas bolas um bilhar às três tabelas, onde faltava uma bola.
Acalmei, ganhei esta maneira distanciada de me aproximar de mim, contra o vento. De modo a que o meu odor não identifica-se a minha presença, permitindo iludir este dado material. Se conseguisse materializar-me de ilusão, realiza_ria... uma magia, seria uma manga, donde retiraria uma carta, capaz de ter uma mão para jogar. Cá a deixo: a jogada, escrita nesta lance, mais uma tacada.!.
R

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A D. & EM D. + R

A DISSIPAÇÃO

começo a pensar
até ficar a sonhar
em conformidade

com o realismo
de realizar

verso inteiramente
Assim

EM DISSIPAÇÃO

deixo de pensar
mal me tocas mudas-
-me em musa ou medusa

me usa coração
apaixonado

até termos por nosso o Fado
Mim

REGISTO

Errar é um verbo que gosto de levar pelo seu lado errante, variado, inesperado! Dizer o que se quer, é a possibilidade de acertar sempre! Se se acerta no que os outros querem? Eu gosto de quem também gosta de errar, neste sentido mais sentido do sentir.
Errar sem errar, errar sem falhas, procurar o prazer do dizer no fazer nu - de quem se despe de preocupações, para apenas se ocupar - deste errar onde se funda e funde(m): fazer (prazer) dizer…
Deixar escrito o registo desta escrita, é fazer a escrita deste registo.
R

terça-feira, 20 de setembro de 2011

SUXESSO

SUXESSO
(surra no realismo, sexo abrupto à bruta? Não!…)

Body Talk II
Autor(a) DDiArte

Se ficar a imaginar, pensando apenas, sem me mover... Se a minha imaginação se direccionar para a fala, acabo por estar a construir um texto. Dessa forma, apreciando a fluência e facilidade de dizer as palavras mais difíceis, faço-o com toda a facilidade! O poeta pode surgir ao mais comum dos mortais, mastigando (um)a frase ou cada uma das palavras. Descobrindo versos, formas e ritmos insuspeitos. Se não paramos, começando a escrever logo, imaginamos a imaginação a misturar-se no movimento e sensações da escrita...
A coisa por aqui anda por acolá e volta e vai, até à definição da intenção ter de tocar as unhas nas cordas da alma: metáfora de tudo e de coisa nenhuma. Caímos na meta física do pensamento, entramos na Metafísica e a filosofia até nem tem de amar o conhecimento, quer o seu sexo? É um suxesso de garantido insucesso, a hipotenusa dum triângulo quadrado. Une a irrealidade ao pensamento, para terem filhos do momento. Dar uma surra no realismo é uma coisa realista, a resposta duma prosa feita com esta disposição.!.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

PERSCRUTA_R

L' Homme qui aimait les femmes - François Truffaut

PERSCRUTA_R

A prosa tem esta coisa bela que o verso não pede, o recolhimento no acto da escrita. Começa sem fim nem princípio, se se prende à aprendizagem dum gesto que não divide em versos, estâncias, poema. Todo o texto surge como uma urgência só onde não se abre o compasso num passo de bailado, caminhando passos encaminhamo-nos para a existência do passado nela, passeando com ela. Falo agora dum filme, dum fragmento dum filme. Faço-o como se tivesse dito tudo, para poder calar-me. O meu papel, ser “o homem que gostava de mulheres”, aquele que gosta de mulheres e as perscruta. Deixo o leitor e a leitura com este verbo magnifico, leitora e verbo podem ganhar uma raiz comum no caule vegetal dum tronco lenhoso ou na verga que verga sem partir dum caule herbáceo ou nem por isso. Antes de ver o filme ou depois de ver o filme, as imagens enchem um texto, até onde a imaginação vai.   
R

domingo, 18 de setembro de 2011

CURTA AS CURTAS


CURTA (A) METRAGEM

Está na altura de me dedicar à prosa, aquela que me arrasta para o lado e me deixa ficar a ver as palavras surgirem no ecrã, enquanto vou fazendo o filme de as ler, enquanto elas acontecem, à frente dos meus olhos.

CONTINUA CORAÇÃO

Oi, você aí, seu texto me fez clicar na hiperligação e vir ver se tinha comentários, coisa que eu acho merece. Agora se põe no meu papel, vai lendo o que escrevo como sendo para ocê. Minha pronúncia até muda, quem sabe fica sertaneja. Prosa é para estas coisas também, está bem? Eu sei que sim, mas não custa perguntar. Bastava ter escrito, Parabéns! Uma coisa a seco, fica_ria sem piada. Agora que fiz a pia, vou deixar sem pingar, tapando o ralo com um tampão: - Continua coração!

AOS SUPERIORES

Melhor que duas curtas, uma mais comprida. Cumprida a tropa, o magala reflectiu que tinha aprendido a fazer continência! Foi à frente dum espelho e bateu uma, continência! Claro… Deixou-se ficar como se estivesse em sentido na parada à espera que o comandante desse por acabado o discurso, nunca se lembrava de nada. Era como se, em silêncio, ficasse a assobiar para o ar fazendo de propósito para não ouvir nada? Desta vez falou para o espelho: - Ó espantalho, muito me espanta que estejas calado, tendo tanto para dizer sobre as maravilhas da tropa à tropa que existe para defender a Pátria e dar força ao Estado para enfrentar até as calamidades naturais. Parou parado na parada, aquilo tudo tinha a ver com alguma coisa ou era mesmo o nada da coisa toda: ir para a parada marchar, bater a pala aos superiores! Aos superiores interesses da Nação…

sábado, 17 de setembro de 2011

LEI & TUA

O Teatro Mágico - Sonho de uma Flauta

LEITURA

esqueço imediatamente o que li
para só me lembrar
do que vejo

sem sequer ler de forma
consciente aqui

assim essa é a poesia do poema
Assim

LEI TUA

o que em mim faz lei és tu todo
com teus artigos escritos
em versos vividos

onde faço parte do todo
onde somos a arte

numa divisão de dois pelos dois
Mim

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

COMEÇO & FIM

[COMEÇO & FIM
ou]

NU REGISTO

hoje o dia passou
sem deixar nu registo
das costumeiras palavras

chegam agora
para as poder sentir

até obter o começo e o fim
Assim

REGISTO NU

é sempre a alegria
esta passagem tão crua
onde eu me de_tenho feliz…

preparando condimentos
e cozinhando

acepipes para o apetite: ler-te
Mim

Chego quando o dia se foi, tomo nota dum canto… da noite.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A BANDEIRA DA POESIA

Amália Hoje - A Gaivota

A BANDEIRA_DA POESIA

Vamos segurar o texto entre as nossas mãos, como uma toalha estendida.
Uma toalha estupidamente estendida, um poema.
Vamos perceber melhor o que é a Poesia, se eu escrever
que larguei a toalha e o combate agora combate a gravidade.
A toalha levita como um levita, serve de cama para um sefardita
deixaR o seu espírito caminhar sobre as águas e seguir o Cristo
despregado da cruz até que lhe doam os pés atravessados pelos cravos
segundo as escrituras sagradas que nos trazem a sua memória de há dois
mil anos atrás até este poema ser uma espécie de bandeira
segura nas tuas mãos a pairar como uma verdade pura.
Agora é a tua vez de a soltares, para vermos como um verso versa…

Estes poemas que só às vezes escrevo são os poemas que sempre escrevo,
é o poema que nunca acaba, a bandeira da poesia!

REDUNDÂNCIA

a sua/nossa minha/compreensão
é uma visão solene
vazia

como uma vazia vasilha
vazia

cheia a redundante redundância!
Assim

REDONDÂNCIA

redonda ânsia perceber-te assim
segurando as palavras
à ponta dos...

dedos que te escrevem
lendo

como uma cega que te olha, vê!?
Mim

A SEGUIR…

a minha mãe quando me pariu
estava distraída com as suas
próprias dores e deu-mas,

mas as minhas dores
eram apenas có-

cegas que me continuam ainda
R

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

BROTA & BROTO

3X4 (Dir. Caue Nunes) - Trailer

BROTA DA FONTE

eu só tenho ideias originais,
vêm todas da origem,
minha nascente.

nela
nasce beleza:

meu amor é esse mistério!
Assim

FONTE DO BROTO

eu sou seu brotinho e você
é meu grande tesão,
pensando bem

nele
beleza nasce

dilatando o corpo nela?
Mim

ETC…

em rigor sou um mediador
entre mim e não
sei…

pois
a invenção

só tem limites limitada!!
R

terça-feira, 13 de setembro de 2011

EU & VOCÊ


VOCÊ E EU

é sentar aqui e procurar
teus olhos ao ler
o que viu

para imaginarmos
assim juntos

você e eu mais eu e você!
Assim
 
EU E VOCÊ

é andar aqui a procurar
ler nos teus olhos
o ver em si

com esta nitidez
de dez/dez

escala mínima o máximo!
Mim

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

GESTO & GESTA

O GESTO

por esta hora do dia
pertença da noite
o silêncio fala

oiço-o e componho
uma canção

gesto e movimento!
Assim

A GESTA

é sempre à aventura
seguir-te assim
às escuras

sentindo o sangue
a cantar

quente e comovente?
Mim

domingo, 11 de setembro de 2011

ANTES & ANTES

ANTES DO DIZER

andava aqui a pensar
quando parei sabendo ter
descoberto descoberta

andava a andar
agora volto

na fala antes do dizer
Assim

DO DIZER ANTES

chegas quando queres
mas é no ir que chegas
levando-me a viajar

venho onde vamos nus
no aqui do agora

onde poesia se dá poema
Mim

sábado, 10 de setembro de 2011

ALGODÃO & ALGODÃO


ALGODÃO DOCE

suave como algodão doce
sua fala chega como
sons no vento

meu alimento e cor
adoçam o ser

dos versos se dando a ler…
Assim

DOCE ALGODÃO

você me envolve vindo
nesse silabar de eco
no meu côncavo

onde convexo
eu O sinto

à conversa onde versa…
Mim

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

SEI DE UM RIO


SEI DE UM RIO

sei de um rio
onde corre o canto
levando de mim a tristeza

ao levar as mãos
cheias de água ao rosto

volto para a vida com gosto
Assim


SEI DE UM RISO

sei dum riso
onde me faço eu
uma fonte cristalina

caindo dentro
de mim

onde de ti sou toda eu
Mim

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

PERÍFRASE & PERIFRÁSTICA

PERÍFRASE

o outro lado do vidro
onde a transparência ganha
corpo nos corpos

é o desenho desta
palavra perifrástica

procurando universo-verso!
Assim

PERIFRÁSTICA

ergo meus braços bem
alto acima da minha cabeça,
es-pre-gui-ço-me

espero venhas por trás
para abraçar-me

e são tu_as estas palavras!
Mim

terça-feira, 6 de setembro de 2011

PASSOS + UM PONTO

PASSOS
No túnel tudo era negrume e o eco
(caderno A5)
05.09.11

UM PONTO

um sinal assinala
o ponto onde termina
.
(bloco A6)
05.09.11

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

ESPAÇO + ECO

ESPAÇO
«um escaravelho cego caminha sobre o globo
sem perceber que o seu caminho é curvo,
eu tenho a sorte de perceber isso»,
Einstein
Gozemos o prazer da curva,
a linha dum verso, acompanhando
a Terra na sua viagem,
pelo Espaço.

ECO

saindo, na margem
da escrita, um vazio
externo à folha: eco

domingo, 4 de setembro de 2011

VOZ FALANDO


palavras com seu recorte clássico
a construir um belo labirinto
muito maior que o teor frásico
onde me perco no que sinto

é o soneto que não tem emenda
e sempre se renova com o dizer
de novas vozes indo em sua senda
colher o fruto da vida pelo ser

esta voz falando do silêncio
parece assoar sem filtrar o ar
registando este estranho comércio

dum som que se dá como canto
nada querendo em troca retornar
e não mais falando do que espanto

Poema publicado no POEMA DIA, inspirado e primeiramente publicado aqui

sábado, 3 de setembro de 2011

POESIA POUSO


POESIA POUSO

as mãos em repouso
repouso, movo
o olhar

deixo-me
cair

no transe do poema!
Mim

POUSO POESIA

pelas minhas mãos
nas tuas quero
toc_ar...

a poesia
de as dizer

escrevendo-nos...