Apenas a voz em nós se faz canção sem som,
dando à escrita dança, movimento, presença. Procuro imagem para
imaginar esse canto que se faz da voz, instrumento sem outro acompanhamento. Tocando
a corda da emoção, deixando-a vibrar nas cordas… vocais, todas as vogais e consoantes,
indo para além delas em vocalizações sem palavras. sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
CANTO À CAPELA
Apenas a voz em nós se faz canção sem som,
dando à escrita dança, movimento, presença. Procuro imagem para
imaginar esse canto que se faz da voz, instrumento sem outro acompanhamento. Tocando
a corda da emoção, deixando-a vibrar nas cordas… vocais, todas as vogais e consoantes,
indo para além delas em vocalizações sem palavras. quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
CROCHÉ
A imagem há-de ter autor, o objecto
retratado também. Nas palavras o croché tem por linha uma linha narrativa? Esperemos
que sim, passando deste modo a ler Ano Bissexto. Depois de duas semanas, dum
outro modo. Tem por base a palavra e a imagem, pro_move… nova viagem, outro tempo: Ano Corrente... ente no nu colorido das letras.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
LUGAR DE ENCONTRO
As
palavras sempre, palavras de novo. Depois da ressurreição de
"Ressurreição", a vida é nova vida. Se não é assim, assim deve ser.
Em Lugar de Encontro, o
reencontro com Ano Bissexto diferencia-se. Faz-se, fazendo de si uma releitura,
com nova escrita para Lugar de Encontro.
Imagem para ressurreição, subida aos céus…
As
palavras sempre, palavras de novo. Depois da ressurreição de
"Ressurreição", a vida é nova vida. Se não é assim, assim deve ser.
Em Lugar de Encontro, o
reencontro com Ano Bissexto diferencia-se. Faz-se, fazendo de si uma releitura,
com nova escrita para Lugar de Encontro.
Imagem para ressurreição, subida aos céus…segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
13
RESSURREIÇÃO
O
saboroso gosto do prazer, como gosto dele! Discutam-se os gostos sem discussão,
até à consumição da consumação. Gostando do gosto até esgotar, renovado sempre,
até ao desmaio final ou quando Maio passa a Junho ou acordando do dia na noite
ou na hipérbole da parábola, na geometria quântica dos quantas, quantos se queiram… crendo na ressurreição final (quando
se dá título ao texto)!
Abrindo
os braços ao Céu!!
domingo, 12 de janeiro de 2014
12
sábado, 11 de janeiro de 2014
11
A IMPORTÂNCIA DO PROJECTO
(jogo
e gozo)
No
tempo dos lilases gasto tinta tentando afinar a tinta, encontrar a cor capaz
de reproduzir o real com a maior realidade possível. Acontece o mesmo quando
escrevo, procurando naturalidade. Na verdade, é algo complexo, capaz de me
deixar perplexa. Aquilo que sinto, transposto para as palavras, é quase exercício misto – místico e fascinante. Mistura-se o som, a forma, fundo e
objecto, sem abordar ainda a importância do projecto: o gozo deste jogo.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
10
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
9
A SEDE
Entre
ser Mina a água da mina ou as suas paredes, procuro ser a sede que visita a
realidade. Passo do nome para o sentido sem fazer ideia do sentido, até se
formar uma ideia, é quando a sede aperta. Corro para a min(h)a e mato-a, a sede
volta a ser palavra sem nome. Mina apenas, ser por ser, existência a pensar-se,
sou…
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
8
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
7
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
6
domingo, 5 de janeiro de 2014
5
A
vida é ordem, mas o caos já é existência. Logo, a vida, nasce do caos. Saber
como se forma a ordem, é conhecer a explicação da vida. Já… deter o caos é…
como regressar à existência.
No
caos, sem vida própria, não há vida definida: só o nada, no tudo. Existe o
geral, a gerar-se… indefinidamente.sábado, 4 de janeiro de 2014
4
O
palhaço tinha um fato de Charlot com chapéu a condizer, mais a bola de plástico
vermelho no nariz. A bola no nariz é que o tornava palhaço, o resto ficava bem
num filme mudo com seu personagem silencioso.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
3
LEITURA
A
noite, a leitura e a vida. Estas três coisas parecem conciliar-se duma forma
própria, fazendo da última qualquer coisa de tão intemporal como a primeira,
digna de servir a segunda. Esta surge de molde a verificar-se o ditado popular
"no meio é que está a virtude". Está feita a leitura, a vida continua
as noites com os dias.
1ª
– a noite
2ª
– a leitura
3ª
– a vida
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
2
I (primeira semana)
BEBENDO DA CONCHA
Agrada-me deixar feita qualquer coisa ainda por começar, disto fazendo mais um
conto quando feito. Contanto o gozo de qualquer começo, temendo o trágico que é
um fim. Enfim, uma história à moda da Mina, directamente da mina: igual a meter
a mão na água, bebendo da concha.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
1
(domingo)
NO PRAZO DO ANO
Começo um ano com a perspectiva de realizar algo de diferente, não deixará de ser uma tentativa para a qual tenho objectivo detalhado: preencher os dias!
(di)versão
Começar um ano com a perspectiva de
nele realizar algo de diferente, só pode ser inova(do)r. Não deixará de ser uma
tentativa, tenho por objectivo manter a cronologia.
(di)versão
Começar um ano com a perspectiva de
nele realizar algo de diferente, só pode ser inova(do)r. Não deixará de ser uma
tentativa, tenho por objectivo manter a cronologia.terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Nós...
No último segundo do ano, publico.
Nós, ao escrevermos, podemos não saber as respostas mas temos como nossa questão saber como fazer perguntas. Todas elas têm de partir daquilo que tomamos
por certo, o aspecto mais difícil. As certezas são
crenças, não podemos medir e ter uma unidade física, são toda a experiência
metafísica. São as que formam, criam, exigem, dão como dom – Fé; fazem
parte do mistério humano: saber o que somos, o único animal capaz de se caracterizar
por coisas intangíveis, benzer com água benta, levar aos sentidos todas as bênçãos.
Resumo de "Ano Bissexto":
Numa agenda de 2012, um ano bissexto, Mina começa a
escrever "Ano Bissexto". Depois de concluído, o livro é dado a ler
como se se tratasse dum romance ou novela, apresenta a falta de 10 semanas.
Esse mistério – surge como fazendo parte do desafio que se faz
– na leitura do livro, é leitura. Dez a fio… faltam as semanas de XV
(exclusiva) a XXV (inclusiva).
Nós, ao escrevermos, podemos não saber as respostas mas temos como nossa questão saber como fazer perguntas. Todas elas têm de partir daquilo que tomamos
por certo, o aspecto mais difícil. As certezas são
crenças, não podemos medir e ter uma unidade física, são toda a experiência
metafísica. São as que formam, criam, exigem, dão como dom – Fé; fazem
parte do mistério humano: saber o que somos, o único animal capaz de se caracterizar
por coisas intangíveis, benzer com água benta, levar aos sentidos todas as bênçãos.
Acho que estou no bom caminho, não chega. O caminho dá uma
direcção, não garante o sentido certo. Fazer a pergunta certa não é
querer saber onde fica o ponto de chegada, para que lado está em relação ao
ponto onde estamos vem primeiro. A geografia por onde orientamos as ideias é
muito curiosa, vai da mística à idiotia, da transcendência à coisa. Exacto,
enquanto acto, é um desiderato onde não precisamos desidratar a desatar seja o que for. Embora esteja a
fazer algum esforço, a calma é a alma (de tudo e coisa nenhuma, em nós). Isto para
dizer, enquanto escrevo, como quero ler o que escrevi; ao mesmo tempo, é outro
tempo e o mesmo.
Enquanto a mudança não se torna definitiva, quero antes de
publicar escrever sobre o que escrevi. Conseguindo, ao fazê-lo, qualquer coisa semelhante ao que conseguirei depois de publicar, uma leitura. O que publico já não é só meu, é nosso. Um osso duro de roer, o
esqueleto feito com ideias sobrando das palavras. Uma ideia que tenho sempre
presente é a de que a ficção existe na medida em que se pode tornar realidade,
o que nos leva dos personagens às pessoas e a nos descobrirmos actores. Quanto ao
circo onde ontem me sentava, é hoje um palco do teatro onde a representação se
apresenta hoje e sempre. Tendo como pano de fundo a fala, basta pensar. Quando
não dizemos nada e mesmo assim escrevemos, é como se "eu" fosse o
ectoplasma dum fantasma... a desfazer-se num ataque de asma.
Escrevi frases, histórias, contos breves, com a ideia de poder no
conjunto dos dias acabar por apresentar, primeiro uma personagem, depois mais
para o fim personagens para, com tudo isso, imaginar ter escrito um romance.
Quem gostou, ouvindo a música certa, a imaginação tocando o silêncio, avance,
dance, lendo lentamente ou correndo ao encontro dum prazer, sem prazo. Registando dias do ano, horas do dia,
minutos na Hora!
Ana
("eu" em árabe)
terça-feira, 5 de novembro de 2013
TERÇA-FEIRA 5 DE NOVEMBRO
adoro saborear a morte
com excesso de requinte
dizendo-o quando seja
um momento esperado
eu não espero nada
nem quero saber
acima de tudo
fico meio mudo
encaro o mundo
com uma surpresa
de defunto ao fundo
das palavras olhando
uma questão de poesia?
cada interpretação alia
uma verdade própria
do dia ou da noite
sobre a estranheza
desejando o regresso
para poder beber um copo
Acabo De Recordar
(tinha este título
para poder declamar
de castigo, uma vez, duas;
nem uma, calhou assim)
sexta-feira, 5 de julho de 2013
A IDEIA DO POEMA
Dia
do "Poema Dia".
Para
escrever é muito bom sonhar, acontece num dia em que quero sonhar um poema. Antes
de mim, Mina já escreveu ontem: "A IDEIA DO POEMA". Pego na ideia…
D_eixo…
Gosto
quando tenho a ideia do poema, ela evoca – das essências aos limites e
regressa, volta – do horizonte às mucosas húmidas, denunciando uma inquietação,
feita de irrequietude física e mental, vontade de viajar e desvendar mistérios onde
a preguiça pesa e a leveza voa.
Subscrever:
Mensagens (Atom)











