sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

CANTO À CAPELA

Apenas a voz em nós se faz canção sem som, dando à escrita dança, movimento, presença. Procuro imagem para imaginar esse canto que se faz da voz, instrumento sem outro acompanhamento. Tocando a corda da emoção, deixando-a vibrar nas cordas… vocais, todas as vogais e consoantes, indo para além delas em vocalizações sem palavras. 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

EVIDÊNCIA

Estamos na terceira semana do ano, aproveito o fim-de-semana para acabar de publicar os dias da semana. Procuro encontro entre texto e dia, escrevendo-o ao encontro duma evidência para a qual procuro uma imagem. Encontro-a à lupa, pormenor… desta vez deixo ligação à imagem.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

CROCHÉ

A imagem há-de ter autor, o objecto retratado também. Nas palavras o croché tem por linha uma linha narrativa? Esperemos que sim, passando deste modo a ler Ano Bissexto. Depois de duas semanas, dum outro modo. Tem por base a palavra e a imagem, pro_move…  nova viagem, outro tempo: Ano Corrente... ente no nu colorido das letras.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

LUGAR DE ENCONTRO

As palavras sempre, palavras de novo. Depois da ressurreição de "Ressurreição", a vida é nova vida. Se não é assim, assim deve ser. Em Lugar de Encontro, o reencontro com Ano Bissexto diferencia-se. Faz-se, fazendo de si uma releitura, com nova escrita para Lugar de Encontro.
Imagem para ressurreição, subida aos céus…

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

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RESSURREIÇÃO


O saboroso gosto do prazer, como gosto dele! Discutam-se os gostos sem discussão, até à consumição da consumação. Gostando do gosto até esgotar, renovado sempre, até ao desmaio final ou quando Maio passa a Junho ou acordando do dia na noite ou na hipérbole da parábola, na geometria quântica dos quantas, quantos se queiram… crendo na ressurreição final (quando se dá título ao texto)!

Abrindo os braços ao Céu!!

domingo, 12 de janeiro de 2014

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CONSEQUÊNCIA 

(ordenha)


Ordenhando a imaginação enfiei a teta na boca para mamar, mas em vez de chupar soprei. Sem saber o motivo, faço-me consequência (inconsciente).

sábado, 11 de janeiro de 2014

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A IMPORTÂNCIA DO PROJECTO

(jogo e gozo)


No tempo dos lilases gasto tinta tentando afinar a tinta, encontrar a cor capaz de reproduzir o real com a maior realidade possível. Acontece o mesmo quando escrevo, procurando naturalidade. Na verdade, é algo complexo, capaz de me deixar perplexa. Aquilo que sinto, transposto para as palavras, é quase exercício misto – místico e fascinante. Mistura-se o som, a forma, fundo e objecto, sem abordar ainda a importância do projecto: o gozo deste jogo.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

10

PINTURA

(flor soltando esporos)


Enquanto me entretenho a pintar, tento pensar em tudo, sem fixar em nada. Desenho uma flor soltando os seus esporos no ar, esperando que a vida continue a partir das suas sementes. Em cada gesto semeio meus genes, deixando a vida ficar, passar, continuar.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

9

A SEDE



Entre ser Mina a água da mina ou as suas paredes, procuro ser a sede que visita a realidade. Passo do nome para o sentido sem fazer ideia do sentido, até se formar uma ideia, é quando a sede aperta. Corro para a min(h)a e mato-a, a sede volta a ser palavra sem nome. Mina apenas, ser por ser, existência a pensar-se, sou…

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

8

LOCALIDADE


Vaz era o nome de família da minha mãe, sinto-me irmã do Luís Vaz de Camões. Camões deve ser uma localidade perdida em Portugal, onde o gato perdeu as botas. Má sorte, amor ardente?...

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

7

VAZ


Vivo num vazio de ideias que se concretiza como as areias no deserto, formando dunas varridas pelo vento. Só o vento define a tua superfície, no interior és pedra erodida. Opinião erudita, dita-a um coração de pedra!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

6

PROBLEMA DE CONSCIÊNCIA 


O trunfo dos copos é a alegria do bêbado ao ficar ocupado, sem se sentir culpado! Culpado não tem trunfo, só ganha problema de consciência.

domingo, 5 de janeiro de 2014

5

TEO (DEUS) RIA

uma teologia a_teia…



A vida é ordem, mas o caos já é existência. Logo, a vida, nasce do caos. Saber como se forma a ordem, é conhecer a explicação da vida. Já… deter o caos é… como regressar à existência.
No caos, sem vida própria, não há vida definida: só o nada, no tudo. Existe o geral, a gerar-se… indefinidamente.

sábado, 4 de janeiro de 2014

4


FILME MUDO



O palhaço tinha um fato de Charlot com chapéu a condizer, mais a bola de plástico vermelho no nariz. A bola no nariz é que o tornava palhaço, o resto ficava bem num filme mudo com seu personagem silencioso.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

3

LEITURA

A noite, a leitura e a vida. Estas três coisas parecem conciliar-se duma forma própria, fazendo da última qualquer coisa de tão intemporal como a primeira, digna de servir a segunda. Esta surge de molde a verificar-se o ditado popular "no meio é que está a virtude". Está feita a leitura, a vida continua as noites com os dias.
1ª – a noite
2ª – a leitura
3ª – a vida

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

2

I (primeira semana) 

BEBENDO DA CONCHA


Agrada-me deixar feita qualquer coisa ainda por começar, disto fazendo mais um conto quando feito. Contanto o gozo de qualquer começo, temendo o trágico que é um fim. Enfim, uma história à moda da Mina, directamente da mina: igual a meter a mão na água, bebendo da concha.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

1

(domingo)

NO PRAZO DO ANO

Começo um ano com a perspectiva de realizar algo de diferente, não deixará de ser uma tentativa para a qual tenho objectivo detalhado: preencher os dias!

(di)versão

Começar um ano com a perspectiva de nele realizar algo de diferente, só pode ser inova(do)r. Não deixará de ser uma tentativa, tenho por objectivo manter a cronologia.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Nós...

No último segundo do ano, publico. 
Nós, ao escrevermos, podemos não saber as respostas mas temos como nossa questão saber como fazer perguntas. Todas elas têm de partir daquilo que tomamos por certo, o aspecto mais difícil. As certezas são crenças, não podemos medir e ter uma unidade física, são toda a experiência metafísica. São as que formam, criam, exigem, dão como dom – Fé; fazem parte do mistério humano: saber o que somos, o único animal capaz de se caracterizar por coisas intangíveis, benzer com água benta, levar aos sentidos todas as bênçãos.
Acho que estou no bom caminho, não chega. O caminho dá uma direcção, não garante o sentido certo. Fazer a pergunta certa não é querer saber onde fica o ponto de chegada, para que lado está em relação ao ponto onde estamos vem primeiro. A geografia por onde orientamos as ideias é muito curiosa, vai da mística à idiotia, da transcendência à coisa. Exacto, enquanto acto, é um desiderato onde não precisamos desidratar a desatar seja o que for. Embora esteja a fazer algum esforço, a calma é a alma (de tudo e coisa nenhuma, em nós). Isto para dizer, enquanto escrevo, como quero ler o que escrevi; ao mesmo tempo, é outro tempo e o mesmo.
Enquanto a mudança não se torna definitiva, quero antes de publicar escrever sobre o que escrevi. Conseguindo, ao fazê-lo, qualquer coisa semelhante ao que conseguirei depois de publicar, uma leitura. O que publico já não é só meu, é nosso. Um osso duro de roer, o esqueleto feito com ideias sobrando das palavras. Uma ideia que tenho sempre presente é a de que a ficção existe na medida em que se pode tornar realidade, o que nos leva dos personagens às pessoas e a nos descobrirmos actores. Quanto ao circo onde ontem me sentava, é hoje um palco do teatro onde a representação se apresenta hoje e sempre. Tendo como pano de fundo a fala, basta pensar. Quando não dizemos nada e mesmo assim escrevemos, é como se "eu" fosse o ectoplasma dum fantasma... a desfazer-se num ataque de asma.
Escrevi frases, histórias, contos breves, com a ideia de poder no conjunto dos dias acabar por apresentar, primeiro uma personagem, depois mais para o fim personagens para, com tudo isso, imaginar ter escrito um romance. Quem gostou, ouvindo a música certa, a imaginação tocando o silêncio, avance, dance, lendo lentamente ou correndo ao encontro dum prazer, sem prazo. Registando dias do ano, horas do dia, minutos na Hora!
Ana ("eu" em árabe)

Resumo de "Ano Bissexto":

Numa agenda de 2012, um ano bissexto, Mina começa a escrever "Ano Bissexto". Depois de concluído, o livro é dado a ler como se se tratasse dum romance ou novela, apresenta a falta de 10 semanas. Esse mistério – surge como fazendo parte do desafio que se faz – na leitura do livro, é leitura. Dez a fio… faltam as semanas de XV (exclusiva) a XXV (inclusiva).

terça-feira, 5 de novembro de 2013

TERÇA-FEIRA 5 DE NOVEMBRO


adoro saborear a morte
com excesso de requinte
dizendo-o quando seja
um momento esperado

eu não espero nada
nem quero saber
acima de tudo
fico meio mudo
 
encaro o mundo
com uma surpresa
de defunto ao fundo
das palavras olhando

uma questão de poesia?
cada interpretação alia
uma verdade própria
do dia ou da noite

saio a andar
sobre a estranheza
desejando o regresso
para poder beber um copo

Acabo De Recordar

(tinha este título
para poder declamar
de castigo, uma vez, duas;
nem uma, calhou assim)

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A IDEIA DO POEMA

Dia do "Poema Dia".
Para escrever é muito bom sonhar, acontece num dia em que quero sonhar um poema. Antes de mim, Mina já escreveu ontem: "A IDEIA DO POEMA". Pego na ideia…
D_eixo…
Gosto quando tenho a ideia do poema, ela evoca – das essências aos limites e regressa, volta – do horizonte às mucosas húmidas, denunciando uma inquietação, feita de irrequietude física e mental, vontade de viajar e desvendar mistérios onde a preguiça pesa e a leveza voa.