domingo, 13 de março de 2016

+ uma página


PARA UM DIA QUE COMEÇA E NÃO ACABA
(este é o final

de um poema

que declamei

a sonhar e

é Assim)



eu

um ateu

convicto partilho

os teus, os meus, os nossos

ideais: os teus, os meus,

os nosso, todos

os ideais!

é demais

disse

Assim



[este aparte

é como se fosse

um outro poema

(à parte)]



este é o poema

de um heterónimo

que inventei um dia

e ainda hoje em dia

existe



(é tudo

e não foi

pouco

…)



sabem

porque também

disse isto?

sim, não ou quem dera




disse



[(aberto…)

um último

e final

parêntesis]



(posso ser indiscreto

e fazer uma pergunta

que exclui todas as

outras: quem, daqui…

é ateu?)



pela última vez,

disse!



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