quinta-feira, 2 de junho de 2016

PARCELA TOTAL


Dedicado a quem ainda visita este blog e deixa comentários, diálogo poético de Assim e Mim:

TODAS AS PARCELAS

diz-me o que sabes e o que não sabes
eu ando à procura da verdade
como se fora filósofo

ando pela poesia sem pressa
a julgar pelos resultados

espero obter no resto todas as parcelas
Assim

PARCELAS TOTAIS

teus versos falam a meus sentidos
com um sentimento novo
feito de revelações

mas é o seu sentido
que me encanta

como o canto canta feito espanto!
Mim
01.06.2016

domingo, 13 de março de 2016

+ uma página


PARA UM DIA QUE COMEÇA E NÃO ACABA
(este é o final

de um poema

que declamei

a sonhar e

é Assim)



eu

um ateu

convicto partilho

os teus, os meus, os nossos

ideais: os teus, os meus,

os nossos, todos

os ideais!

é demais

disse

Assim



[este aparte

é como se fosse

um outro poema

(à parte)]



este é o poema

de um heterónimo

que inventei um dia

e ainda hoje em dia

existe



(é tudo

e não foi

pouco

…)



sabem

porque também

disse isto?

sim, não ou quem dera




disse



[(aberto…)

um último

e final

parêntesis]



(posso ser indiscreto

e fazer uma pergunta

que exclui todas as

outras: quem, daqui…

é ateu?)



pela última vez,

disse!



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

+ UMA VEZ



Diário III

Desisto deste blog  que desconfigura as publicações, só serve para perder tempo. E ter a presença e intromissão da Google:

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O MAR E OS JASMINS



O MAR E OS JASMINS

– PABLO NERUDA



DE TUA MÃO pequena em outra hora

saíram criaturas

debulhadas

no espanto da geografia.

Assim voltou Camões

para deixar um ramo de jasmins

que continuou florescendo.

A inteligência ardeu como uma vinha

de transparentes uvas

em sua raça.

Guerra Junqueiro entre as ondas

deixou tombar seu trovão

de liberdade bravia

que transportou o oceano em seu canto,

e outros multiplicaram

teu esplendor de roseiras e cachos

como de teu território estreito

brotassem grandes mãos

derramando sementes

para toda a terra.



No entanto

o tempo enterrou.



O pó clerical

acumulado em Coimbra

caiu em teu rosto

de laranja oceânica

e cobriu o esplendor de tua cintura.

Diário II
Leitura de blogista que sigo com proveito, do Blog Panorama para aqui trouxe Pablo Neruda no poema que dá nome à publicação.