sábado, 12 de fevereiro de 2011

POSSÍVEL A PAR

A ARTE DO POSSÍVEL

procuremos as palavras inconcebíveis
onde a descoberta mantém a porta aberta
para ter como política a arte do possível
nu plural de todas as descobertas

A PAR INDO POETANDO

as palavras se laçam e abraçam
extensões do corpo que as sente
quais canções no ouvido caçam
toda a emoção tornada presente

é desta ideia feita sensibilidade
este tocar de ouvido uma poesia
capaz de dar a paz e esta idade
nu momento a rimar de fantasia

sentir que me dispo se dispondo
de mergulhar no oco vou ao eco
para mergulhar gesto compondo

movimento nesta escrita saindo
quando o que posso dizer poeto
dando nome ao feito se parindo

3 comentários:

  1. Muito bom saber-te assim através de uma escrita (como sempre digo peculiar), que me dá prazer ler
    Gostava que viesses, mas não sendo possível, deixo-te um beijo

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  2. Coimbra, obrigada pelo carinho deixado em sua visita ao Prosa e Verso de Boteco.

    Abraços

    Márcia

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Os comentários que receber serão pessoais, para receber resposta pessoal. Só divulgarei se contiverem esse pedido, justificando o seu motivo. O meu motivo é este, transformar a comunicação numa intenção íntima e (bem) pessoal.