sábado, 31 de março de 2012

COMPONHO

COMPONHO

uma muito breve
composição estranha
entranhada

com saudade e amor
ou seja o que for

toda de poesia, tudo.!.
Assim


COMPONHA


componha amor
pois assim me estraga
entranhada

perdidamente dada
sou esta paixão

tudo em poesia, toda()
Mim

COMPOSIÇÃO

não há no amor
nada de normal para
frear toda a paixão

e impulsivamente
a mente pensa

ou penso, nem penso!
R

12 comentários:

  1. Que coisa mais amorosamente entranhável...

    Beijo.

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    1. "amorosamente entranhável..." entranhou-se ;)
      Beijo

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  2. Boa noite! Gosto do vocábulo entranhado para dizer do(deste)amor. Soa mais a uma questão de pele, por isso distancias-se, de certo modo, do papel, ou do palco forjado. Uma questão de peles, de cheiros, de toques e sensaçoões táteis.De orgasmos poéticos... De versos em êxtase.Emoções profundas, sentidas, gemidas...
    Até que ponto o poeta e R vivem esta irrealidade? Esta paixão, que nasce da sua imaginação,sensibilidade, do seu pensamento e das suas palavras escritas!? Até que ponto estão envolvidos, entranhados, neste sentimento que criaram...? Até que ponto não poderá haver uma colagem, uma transmutação para os homens reais!? Um, o poeta, o outro,o narrador, crítico permanente do poeta!? A questão dos heterónimos como é que funciona aqui e agora?Só mesmo no contexto da poesia para se perceber e validar estas criações.
    E o homem que está por detrás de tudo isto? O que sentirá ele? Ao escrever sobre todos e sobre tudo! Sei que não é nada de novo, mas são perguntas que me ocorreram, neste final de serão.
    O homem sentir-se-á feliz neste momento? E noutros? No meio deste labirinto silábico. Entre as suas criações e o seu eu? Em paz sei que está, sei ou quase que adivinho... Feliz nunca se é completamente.Penso,mas isto sou eu a pensar, que é quase feliz. Mas isto sou eu a pensar. À minha maneira muito direta de pensar.
    Tu és muito engraçado, no fundo. Sim, porque vais levando estas leviandades poéticas, brincando, sério... Nós, leitores, falamos e comentamos sobre o teu dizer, com a mesma naturalidade com que se diz da política, ou de um qualquer episódio do quotidiano...
    jaciraisabel, dorme bem!Até amanhã(Tem muito poder, a palavra, não tem? Cada vez me capacito mais disto.)

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    1. Grito
      Na gema
      Da noite
      Que reclama
      O ardor
      Dos meus mamilos
      De mel
      Grito
      E não se ouve
      Nada
      Senão
      O fogo
      fulminando
      O interior
      Das minhas coxas
      Vibrantes
      Grito
      E os teus lábios
      Continuam
      secos
      Busco
      A humidade
      Antiga
      Da tua língua
      deliciosa
      Grito
      Grito
      E não se ouve
      Nada
      Absolutamente
      Nada
      Nas axilas floridas
      que te abrigam
      o olhar
      tímido
      e o orgão
      entumecido
      que ainda é meu
      Grito
      E não se ouve
      Nada
      Nada
      Nada
      Apenas
      As tuas pernas
      duras
      rodeando
      os meus pézinhos
      frios
      dóceis
      Grito
      e não
      se
      ouve
      nada
      Apenas
      Os nossos
      beijos
      chuvosos
      medrosos
      Grito
      E é apenas
      Tão só
      A clara
      das minhas manhãs
      embrulhada
      em ti
      Ao domingo
      Grito
      E cada vez
      Se ouve
      menos
      e menos
      Grito
      deambulando
      as ancas febris
      com rosto
      de primavera
      grito
      por ti
      e nem sei
      se ainda
      te tenho
      Grito
      e do meu colo
      nascem pétalas
      feitas
      de pele
      Da pele
      Dos nossos
      Lábios
      sequiosos
      Grito
      para
      acordar
      o pássaro
      Que ainda
      canta
      Em ti
      Menino
      terra
      folha de bananeira
      Resistente
      dura
      Entumecida
      até
      À raiz
      grito
      e já se ouve
      aqui perto
      um pardal
      cauteloso
      procurando
      A ponta
      Dos meus dedos
      febris...!

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    2. A palavra trabalhada até à sua evidência máxima, se possível elegida como texto de si mesma, procurando uma leitura absoluta: a palavra/ por si!
      Deste modo vejo os versos evoluindo da palavra à parelha, ao terceto linear, e o maior verso é este: «que ainda é meu», em número de palavras.
      Sincopando a leitura com pausas em Grito, todo o desenvolvimento vai num crescendo evolutivo até «A ponta/Dos meus dedos/febris...!».
      Fica bem, para encerrar um mês abençoado pelo amor a dois, uma voz desentranhando a poesia a solo, solta no ar?...
      Jacira, Parabéns!

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    3. Boa tarde! Soube bem este teu comentário às minhas palavras, agora ao chegar a casa. Estava com algum receio de me ter soltado de mais. Tinha-as relido logo depois de as escrever e gostara.Reli-as agora e ainda gostei mais.

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  3. sempre bem, sempre bom, amor, amor, amor...

    sonho de todos os que sonham. :)

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    1. Amor, amor, amor... sonho e sonhos, de todos, brindo!

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  4. Pensar, não pensar? Pensar. Beijos no coração! bbrian.

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    1. Pensar, pensar sem pe(n)sar...
      Beijos do coração!

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  5. Componho
    Componha
    Composição
    que entranham palavras de amor nas minhas entranhas.
    Lindo

    Um abraço.

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    1. Um abraço o abraço recebido!
      «Componho
      Componha
      Composição
      ...»
      Grato pelas palavras!
      Abraço

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